terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Post de Feliz Natal

Estive pensando.. acho que não é só comigo que o espírito natalino na verdade se manifesta como exú natalino, certo?

É uma festa que chega até a ser hipócrita.. porque?

Todos se reúnem pra na verdade tentar amenizar a sensação de vazio que nós sentimos nessa época do ano, e mesmo estando rodeados de gente, ainda sentimos esse mesmo vazio.

Todos nos desejamos feliz natal, sabendo que não, não vai ser feliz.. sabendo que ainda vai ser a mesma coisa insuportável de sempre.

Então, quando desejamos feliz natal, o que estamos querendo dizer é "Tomara que você tenha um natal menos insuportável esse ano".

Então, bom natal, e um ano novo também.

Foco

(metafóricamente falando)
estávamos, as duas, deitadas, de lado, frente a frente..
tão perto.. tão perto..
tão perto que eu não conseguia te focar direito.
isso acontece com uma frequencia assustadora, com as pessoas sonhadoras, como eu.
perder o foco.
quantas vezes eu já não perdi o foco, olhando pro nada, vagando em pensamentos, sonhando com tantas coisas..
mas, quando você estava ali, falando comigo, enquanto meus olhos desfocavam e minha mente viajava, eu ainda te via na minha frente..
mesmo quando eu perco o meu foco, a unica coisa que eu ainda vejo, é você.
- você quer me esquecer?

[é que eu tenho dentro de mim um monstro, que queima com ácido tudo que eu tenho de bom.. até só sobrarem memórias e mágoas...]


[...mas depois passa.]

- nunca.

[e não é nem questão de querer, é ter a certeza de que não vou conseguir.]

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Hoje eu vi duas estrelas no céu. Perto, uma da outra, brilhando tanto..

domingo, 30 de novembro de 2008

Andavamos, eu e minha avó, voltando do teatro, subindo pela rua que leva a nossa casa.. pela pracinha, e de repente ela olha pro céu e me diz:

- Sabe, há meses que eu não vejo uma só estrela no céu. É mais fácil ver uma estrela do cinema, do que uma no céu..

Eu concordei. Realmente, há meses que não existe no meu céu, no nosso céu, uma só estrela. Já te escrevi tanto, falando sobre elas.. já as construí, em retalhos de papel, pintei de dourado e te dei, só por saber que você gostava delas.. Já vimos, tanto no céu, quanto no teto do seu quarto, quanto nos sonhos.. as estrelas sempre estiveram presentes..
Concordei, então, com a minha avó.. há meses não existe uma só estrela brilhando no nosso céu.
O tempo está mudando. Só hoje já esteve claro, com o sol brilhando, e nublado, e de volta ao céu claro, umas seis vezes. Tanto lá fora quando aqui dentro de mim.
Mas já é dezembro e é tempo de sol. Tempo de estrelas. Então eu vou imitar as pessoas que, chateadas com a chuva, gritam pro céu:

- Já é dezembro, porra! Julho já passou! Dá pra trazer de volta o sol?

Já é tempo do céu nublado ir embora. É tempo de estrelas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

“Escrever salva a alma presa,
Salva a pessoa que se sente inútil,
Salva o dia que se vive e que nunca se entende,
A menos que se escreva.

Escrever é procurar entender,
É procurar reproduzir o irreproduzível,
É sentir até o ultimo fim,
O sentimento que permaneceria
Apenas vago e sufocador.

Escrever é também abençoar
Uma vida que não foi abençoada.”



(Clarice Lispector)




Ontem fomos assistir uma peça, muito ruim, por sinal. Se alguma coisa salvou naquela enrolação toda, foi uma frase, que atraiu muito mais a minha atenção do que o Bruno Gagliasso jogando sinuca imaginária:

"Artista é uma alma perturbarda.. quando ele descobre o que fazer, ele se liberta do inferno em que vive."

Longe de mim querer me sentir uma grande artista ou coisa assim. Só sentia muita saudade de ter tempo e paciência pra escrever, pra me livrar do meu inferno. Ouso dizer que só escrevo quando estou no inferno.

Faz um ano, mas parece que fazem mil, eu comentava com uma amiga no msn sobre a minha semana.. e o engraçado é comparar aquela semana com essa, e ver que elas foram praticamente iguais. E como se fosse um ciclo.. mas não na ideia de começo-meio-fim, e sim na ideia de repetições.
Bom saber que as coisas se repetem mas eu mudo minhas atitudes sobre elas. Fico me perguntando o que teria acontecido se eu tivesse prestado o vestibular para esse curso, se tivesse me interagido mais com as pessoas.. enfim, se tivesse tomado milhões de atitudes que não tomei.
Pelo menos é uma forma de ganhar experiencia, uma forma de voltar no tempo e testar novos métodos de reação. Deixar de ser como o cachorro de Pavlov, que sofre numa ação repetitiva que sempre resulta em dor.

Ganhei experiencia, mas perdi tempo. Como sempre acontece no fim do ano, temos aquela retrospectiva mental, e eu fico me perguntando sobre tudo isso..



Perdi um ano?
Ganhei um ano?
Vivi um ano... ?

domingo, 12 de outubro de 2008

caminhos

O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?
Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.


Quando não se sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
E você deve fazer tudo que for possível para chegar.



Isso mostra que minha estratégia deu certo.




O objetivo era levar a bolinha até a bandeira, só pra constar.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um pouco de reflexão,

e algumas aulas de português (para mim), por um mundo melhor.

Pensei. Quero dizer, não adianta dizer que não penso, afirmar qualquer tipo de burrice ou algo assim. Não é uma auto-afirmação, ou seja, para mim eu auto-afirmo, porque não auto-afirmo aqui também? É parte do meu pensamento e, contando que seja meu, tenho direito de me auto-afirmar aqui.
Sou mais inteligente que muita gente, isso é fato. Sem subestimar as outras pessoas, porque claramente, aqui, eu não o farei por um motivo básico: todas as atitudes terão um resultado. Isso veio da física? Em outras palavras, aqui veio de experiência própria.
Hoje eu estava discutindo politica e meu padrinho falou pro meu pai: "haha, você tem uma filha muito aristocrática". Por um momento eu me perguntei "como assim?" E meu pai me explicou sobre Mussolini e os tempos da Itália semi-aristocrática. O.o' -q "Eu sei o que é aristocrática!" foi o que eu pensei. Enquanto escrevo isso percebo o quão fui inocente, o quanto fui estúpida. Em momento algum parei para pensar realmente e a fundo sobre isso. Digo, no eu, mais a aristocracia. Foi agora que percebi, lendo uma coisa sobre ela, ao mesmo tempo a "amiga imaginaria" (seja la quem for) - "Precisa-se de um amigo". Preciso de um amigo? quero dizer... 'Ham?'. Foi o que passou pela minha cabeça. - e escrevendo aqui, para tentar me compreender - escrevendo para colocar minhas ideias "no papel", refletir sobre elas já que não sou completamente capaz de fazer isso quando deito na cama. Voltando, um amigo. E o que isso tem a ver com o que meu padrinho falou sobre aristocracia? Ai veio a minha inocência, a aristocracia tinha tomado conta do meu cérebro. Sim, na paranóia de conquistar alguma nobreza de caráter depois de algumas coisas não muito legais feitas. Não é uma questão de "quem eu estava pensando que eu era". É uma questão de "que estúpida". (...)

O fato é que eu parei pra pensar por cinco minutos e percebi que eu não preciso de um amigo para me escutar, como eu pensava antes, porque eu não teria o que contar da minha vida.


Sobre a pátria amada e adorada entre outras mil... decepção.

domingo, 28 de setembro de 2008

reinventando..

então eu decidi refazer esse blog.

apaguei as postagens antigas (haha, me odeiem) e só deixei algumas que, sei lá, no momento em que foram escritas, faziam sentido..

algumas continuam fazendo, outras não. algumas foram deixadas lá só por serem bonitinhas mesmo.

e eu deixei uma postagem da Jéssica, só porque ela escreve bem, mas nunca me deixa ler nada.. foi uma oportunidade rara.

então, é isso, podem voltar pra ultima (ou primeira?) postagem.