Andavamos, eu e minha avó, voltando do teatro, subindo pela rua que leva a nossa casa.. pela pracinha, e de repente ela olha pro céu e me diz:
- Sabe, há meses que eu não vejo uma só estrela no céu. É mais fácil ver uma estrela do cinema, do que uma no céu..
Eu concordei. Realmente, há meses que não existe no meu céu, no nosso céu, uma só estrela. Já te escrevi tanto, falando sobre elas.. já as construí, em retalhos de papel, pintei de dourado e te dei, só por saber que você gostava delas.. Já vimos, tanto no céu, quanto no teto do seu quarto, quanto nos sonhos.. as estrelas sempre estiveram presentes..
Concordei, então, com a minha avó.. há meses não existe uma só estrela brilhando no nosso céu.
O tempo está mudando. Só hoje já esteve claro, com o sol brilhando, e nublado, e de volta ao céu claro, umas seis vezes. Tanto lá fora quando aqui dentro de mim.
Mas já é dezembro e é tempo de sol. Tempo de estrelas. Então eu vou imitar as pessoas que, chateadas com a chuva, gritam pro céu:
- Já é dezembro, porra! Julho já passou! Dá pra trazer de volta o sol?
Já é tempo do céu nublado ir embora. É tempo de estrelas.
domingo, 30 de novembro de 2008
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