Ei, devolve. Devolve o amor que tinha aqui. Que preenchia essas lacunas no meu peito, deixando tudo menos frouxo em mim. Devolve a liga, o ponto que faz do bolo um bolo, o nó da lã de tricô. Me salva.
A verdade é que eu não aguento mais me sentir assim. Ou não sentir, sabe? Porque aqui estou eu, acordada às 1 da manhã, tentando entender o que tá acontecendo aqui.
Eu não costumava ser assim, entende?
Ou eu sentia ou não. Agora é tudo novo. É um não sentir, seguido de um choro compulsivo por sentir demais. E doí. Doí mais que sentir.
Porque quando você sente, sente, de fato, você fica triste. Você sabe que está chorando porque foi abandonado, ou por não ser correspondido.
É um choro amargo, de molhar o travesseiro, de te derrubar, te deixar sem sair de casa.
Não é essa merda de choro entalado, de se olhar pro branco da parade e se perguntar o porque disso tudo. O sentido dessa merda toda.
E chorar sem motivo é coisa de retardado.
Porque eu estou aqui, e eu quero sentir. Eu não quero mais estar assim, tão desconectada.. como um rádio quebrado e com interferencia. Que quer sintonizar alguma coisa e não consegue.
Eu queria poder abraçar alguém, apertar, pra sentir.. sentir aquele calorzinho no peito, sabe?
Sentir o gosto de um beijo roubado, de um amor proíbido, e daquelas besteiras.
O calor de um abraço de mãe, a ternura de ver, sei lá, uma criancinha idiota num balanço.
Mas não dá.
Eu queria me conectar à ela.. Mas tudo aquilo que foi vivido parece ter sido a um século, em uma outra vida que não pertence mais à mim.
E quando eu digo que sinto saudades, eu juro, juro mesmo, que não tô mentindo. Sinto saudades do abraço dela, e mais ainda, sinto saudades de como o meu coração disparava ao receber aquele abraço.
Sinto saudade do beijo, e da respiração alterada, do calor que subia..
Fico me perguntando.. se eu tivesse tudo isso ao meu dispor, hoje, se eu pudesse abraçar e beijar ela agora, será que eu sentiria essas mesmas coisas? Será que continua tudo igual?
Se eu tivesse todas essas pessoas que me fizeram sentir coisas.. e se todas essas conexões não estivessem quebradas.. seria tudo igual? Eu continuaria a sentir as coisas daquele jeito infantil que eu sentia?
Porque agora, analisando, só pode ser isso. Infantilidade de sentir sem se preocupar com nada. Só querer sentir. Só se jogar, mesmo. Aproveitar as sensações.
Agora que as coisas não fazem sentido, eu pareço entender mais.
Só que não tá adiantando, sério.
Porque eu estou quase ao ponto de me jogar no fogo pra tentar sentir alguma coisa queimar.
sexta-feira, 13 de março de 2009
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