segunda-feira, 30 de março de 2009

Sobre o insuportável

Tava pra postar isso aqui a uma semana.. enfim.
Outro dia eu assisti Milk (obrigada Padu, praticando pirataria na faculdade since 2009), e o filme me tocou muito. Por todos os vários motivos ideológicos e tal, mas principalmente um conflito ali me chamou a atenção: O "marido" do Milk ter o abandonado porque não conseguia mais conviver com a política, com o movimento que ele liderava..

Então, daí pensei: será que era tão insuportável assim aguentar aquilo? Mais insuportável do que ficar longe de quem se ama?
Porque é sempre isso que eu tento por na balança. O que é mais insuportável pra você? Abrir mão de ficar com outras pessoas, ou perder quem você ama?
Aguentar manias irritantes? Morar longe? Ou perder o contato?

Já aguentei muitas coisas "insuportáveis", e já fiz coisas difíceis de serem aceitas, também.
E essas coisas foram superadas, e suportadas, e algumas vezes até eu me pergunto, como?
Talvez porque seja mais fácil suportar tudo isso do que suportar ficar sem você.
"EU — É possível um rio secar completamente?
ELA — Claro que é.
EU — Mas será que ele não enche depois? Nunca mais?
ELA — Alguns sim, outros não.
EU — Mas nunca mais?
ELA — Sei lá, acho que não.
EU — Você tem certeza?
ELA — Certeza eu não tenho. Só estou dizendo que acho. Afinal não sou nenhuma especialista em matéria de rios, secos ou não.
EU — Sabe?
ELA — O quê?
EU — Eu tinha esperança que o rio voltasse a encher um dia."


Caio Fernando Abreu

terça-feira, 24 de março de 2009

A única pessoa que pode me afastar de você é você mesmo. E você já tentou bastante.

domingo, 22 de março de 2009

Eu sei, você já parou de contar as estrelas do céu
E eu não, eu não posso mais te ajudar a dizer onde estão
Seu olhar pesado me prende ao solo
E eu sei, eu não posso mais flutuar
entre estrelas do céu que você apagou

Falta um pouco de luz nos seus olhos
e me dá saudade o seu rosto brilhando ao sol
Falta um pouco de amor no seu corpo
e eu não posso te dar pois em mim faltará também

Talvez, se a gente encontrasse um lugar pra recarregar nosso amor
então, quem sabe eu pudesse enxergar vida no que nos restou
e essa estrela morta brilharia um sol
Meu bem, o pouco que eu posso te dar
É tudo o que eu já te dei e que não te bastou

Eu sei que você vê tudo o que eu faço
Eu sei que você lê tudo o que escrevo
Escrevo pra você



juro que agora parei de postar música e vou começar a escrever.

sexta-feira, 20 de março de 2009

- O que você faz se alguém que você ama te desaponta? Fode com você de verdade.
- Você deve tentar parar de amá-la.
- E isso é possivel?
- Não. Acho que não.








ai, desculpa pai, desculpa Brasil, mas tô viciada em Skins.
Não tem mais como fugir. É, da medo. Ela deve estar com medo também. Gostar é começar o inferno tudo de novo.

quinta-feira, 19 de março de 2009

"Gosto de sentir seus olhos em mim quando me distraio." - Antes do Amanhecer











nhé, queria postar um texto meu sobre olhares aqui.. mas tempo pra escrever, cadê?
tá foda, viu

domingo, 15 de março de 2009

você não tem ideia do quão reconfortante é saber que você ainda se importa comigo.
o quão essa dorzinha de saudade me faz bem.










eu te amo.

Deixe tudo pra lá
Se teus sonhos vêm na contramão
Se teus monstros vêem na escuridão
Deixa o sol te iluminar
Deixa eu te ninar
Deixa eu perder meus dedos nos teus cabelos
Teus pesadelos vão terminar

Fala a verdade, por favor
Diz que é mentira esse rumor
Que você vive sofrendo
Que você anda morrendo... por amor

sábado, 14 de março de 2009


Every time I think of you
I feel a shot right through into a bolt of blue
It's no problem of mine but it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind


There's no sense in telling me
The wisdom of a fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
And every day my confusion grows

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say

I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to
say
Why can't we be ourselves like we were yesterday?

I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be


Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say..

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ei, devolve. Devolve o amor que tinha aqui. Que preenchia essas lacunas no meu peito, deixando tudo menos frouxo em mim. Devolve a liga, o ponto que faz do bolo um bolo, o nó da lã de tricô. Me salva.

A verdade é que eu não aguento mais me sentir assim. Ou não sentir, sabe? Porque aqui estou eu, acordada às 1 da manhã, tentando entender o que tá acontecendo aqui.
Eu não costumava ser assim, entende?
Ou eu sentia ou não. Agora é tudo novo. É um não sentir, seguido de um choro compulsivo por sentir demais. E doí. Doí mais que sentir.
Porque quando você sente, sente, de fato, você fica triste. Você sabe que está chorando porque foi abandonado, ou por não ser correspondido.
É um choro amargo, de molhar o travesseiro, de te derrubar, te deixar sem sair de casa.
Não é essa merda de choro entalado, de se olhar pro branco da parade e se perguntar o porque disso tudo. O sentido dessa merda toda.
E chorar sem motivo é coisa de retardado.
Porque eu estou aqui, e eu quero sentir. Eu não quero mais estar assim, tão desconectada.. como um rádio quebrado e com interferencia. Que quer sintonizar alguma coisa e não consegue.
Eu queria poder abraçar alguém, apertar, pra sentir.. sentir aquele calorzinho no peito, sabe?
Sentir o gosto de um beijo roubado, de um amor proíbido, e daquelas besteiras.
O calor de um abraço de mãe, a ternura de ver, sei lá, uma criancinha idiota num balanço.
Mas não dá.
Eu queria me conectar à ela.. Mas tudo aquilo que foi vivido parece ter sido a um século, em uma outra vida que não pertence mais à mim.
E quando eu digo que sinto saudades, eu juro, juro mesmo, que não tô mentindo. Sinto saudades do abraço dela, e mais ainda, sinto saudades de como o meu coração disparava ao receber aquele abraço.
Sinto saudade do beijo, e da respiração alterada, do calor que subia..
Fico me perguntando.. se eu tivesse tudo isso ao meu dispor, hoje, se eu pudesse abraçar e beijar ela agora, será que eu sentiria essas mesmas coisas? Será que continua tudo igual?
Se eu tivesse todas essas pessoas que me fizeram sentir coisas.. e se todas essas conexões não estivessem quebradas.. seria tudo igual? Eu continuaria a sentir as coisas daquele jeito infantil que eu sentia?
Porque agora, analisando, só pode ser isso. Infantilidade de sentir sem se preocupar com nada. Só querer sentir. Só se jogar, mesmo. Aproveitar as sensações.
Agora que as coisas não fazem sentido, eu pareço entender mais.
Só que não tá adiantando, sério.
Porque eu estou quase ao ponto de me jogar no fogo pra tentar sentir alguma coisa queimar.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Não vou mais ficar aqui sem compreender
Sei que tudo há de vir no seu devido tempo
Quem me dera dar o mundo pra você
e um pouco mais de paz

Mas, minha linda hoje não será ainda o dia
em que seremos felizes
Para sempre levarei comigo a sua dor
Para o caso de um dia você a esquecer
Se tudo parecer errado
E eu deixar poemas em seu gravador, escuta

Sei que às vezes dá vontade de gritar
Não vou mais ficar aqui no meu cantinho
Se eu falar bem alto todos vão me escutar
e se eu cantar baixinho?

Mas, em seu ombro deixa eu chorar
até o dia em que seremos felizes

É só saudade mas dói tanto quanto amor.

É só saudade
mas dói tanto quanto te olhar
Dói como fome
como falta do que respirar

de tão perto te fiz longe de mim

se eu pudesse te ter
tentaria te perder.

sábado, 7 de março de 2009

"Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida..."

(Pablo Neruda)

quinta-feira, 5 de março de 2009

É, você saiu.

Eu queria ter ficado a tarde inteira com você, pra cozinhar pra você e ouvir você reclamar do ponto de cozimento. Pra tentar te beijar e ver você virar o rosto, só pelo prazer de ser chata. Pra assistir a novela com você, e depois imendar com um filme de terror, que a gente nem ia conseguir assistir até o fim. Pra você me arrastar pra cama da sua mãe, e me fazer arrumar tudo antes dela chegar.

Ou simplesmente pra passar um tempo com você, pra conversar, coisa que nós não temos feito a muito tempo.

Mas você saiu, e eu finjo não saber o que aconteceu com a gente.

Mas sabe qual é a verdade? A verdade é que me incomodava toda aquela intensidade. Não achava saudável, mesmo. Afinal, você sabe, eu sou leve e superficíal. Profunda como uma colherzinha de café.

E ai eu te aconselhei a sair, a se expandir, essas coisas que, na minha cabeça, você fazia antes de me conhecer.

E agora, aqui estou eu, querendo você em casa, nem que seja só pra brigar comigo.


Pronto, agora me chame de egoísta, como você sempre faz.
Sinto falta disso também.

"A verdade é que eu deveria ter lhe dado um soco quando eu senti vontade, que eu deveria ter lhe dado um beijo na boca, e contado que você foi a pessoa que eu mais amei na vida, e dane-se, porque bicha gosta dessa história de ter tido um alguém intocado e proibido, para dizer ser o grande amor de sua vida."

Fernanda Young

- Deveria fazer alguma diferença, quando você realmente ama uma pessoa, não?
- Aquela besteira de amor incondicional? É.. deveria..

quarta-feira, 4 de março de 2009

senti vontade de escrever.
não sei o que.
faz anos (uns dois, vai) que eu não consigo sentar na frente do pc e escrever algo que preste. acho que aquela fúria adolescente me deixou. o que é uma puta sacanagem, já que eu tenho aparencia de uma garota de 14 anos, argh.

ou então não. vai ver só não tenho culhão pra colocar aqui o que se passa na minha cabeça.. se é que passa alguma coisa nela.
na maior parte do tempo eu só me acho um grande desperdício de.. sei lá o que.
não é como se eu não pensasse em nada útil. eu só não tenho capacidade de passar isso aos outros. desisti de belas artes por causa disso.

ai, esse post nem faz mais sentido.